Do velho novo Baú...

Luiz Fernando MiguelLuiz Fernando Miguel

Uma vida bem planejada é uma vida FELIZ!

Como pensar nossa vida em um mundo totalmente agitado e porque não dizer “badalado” pelas ‘coisas’ e correrias do cotidiano? Parece difícil, complicado e inútil pensar nisso. Algumas pessoas de nosso tempo poderiam até mesmo dizer “pra quê pensar na vida? O importante é viver!” Não discordemos. Apenas pensemos o seguinte: A vida pode ainda ficar mais bonita se a pensarmos e planejarmos. Para isso existe algo chamado “projeto de vida”. 

Alguns dirão ser uma tremenda perda de tempo planejar o que fazer na vida, mas digamos que é uma forma de nos sentirmos seguros nas coisas a serem realizadas, de forma a termos uma vida ordenada. Nunca é tarde para se ter um projeto de vida, porém quanto antes for feito melhor será. Ele consiste basicamente em nossas aspirações, sonhos, projetos e desejos.

As “fases da vida”

Podemos pensar em alguns ciclos de nossa vida: em nossa infância estamos intimamente ligados aos nossos pais, são eles que escolhem por nós, nos auxiliam em tudo e fazem com que vejamos as coisas boas da vida e aprendamos o que realmente nos será útil. Ao passar por essa fase chegamos à adolescência, que é a fase da “rebeldia”, não aceitamos auxílio de ninguém, queremos independência, “liberdade”. Sabemos que essa não é uma fase muito fácil da vida, pois passa por descobertas, dúvidas e “crises”, mas também é uma fase linda, na qual formulamos nossas aspirações e nossos desejos que serão alimentados mais tarde. Na fase da juventude nos conhecemos e vamos robustecendo os sonhos e desejos da adolescência. É a fase em que nos identificamos com algo, seja um grupo, uma instituição, é a fase em que nos achamos contraditórios, diferentes; tudo isso faz parte do nosso processo de amadurecimento e desenvolvimento.

Da juventude ficam marcas, lembranças e experiências, mas é na fase adulta que abraçamos verdadeiramente tudo aquilo que idealizamos e pensamos. Podemos dizer que somos adultos a partir do momento que assumimos com convicção, clareza, transparência e responsabilidade aquilo que pensamos ser o melhor para nossas vidas, desde que isso não atrapalhe ou interrompa a vida de outras pessoas. Nesta fase podemos ter novas perspectivas, visões diferentes da vida e concretização das nossas escolhas.

Nunca podemos dizer que chegamos à total maturidade com relação à todas as coisas, sempre temos algo novo a aprender, como nos diz a consagrada canção de Gonzaguinha: “Viver e não ter vergonha de ser feliz, cantar e cantar a beleza de ser um ETERNO APRENDIZ”.

Continuando o projeto…

O projeto de vida deve ser algo assumido com clareza e convicção. Deve-se sempre ter em mente perguntas básicas para podermos formulá-lo, como por exemplo:

- O que quero para minha vida?

- Como posso ser feliz?

- Para onde estou conduzindo minha vida?

- Estou pensando no futuro? Estou preso ao passado? E me esquecendo do presente?

- Sou uma pessoa feliz? Realizada?

- Tenho sonhos? Quais?

Com essas perguntas e com as perspectivas de um futuro melhor e de uma vida bem programada podemos ser pessoas felizes e realizadas!

Sucesso a todos! Que Deus abençoe sempre!!!

Um abraço fraterno e amigo…

 Luiz Fernando Miguel - 

Jornal “Dinoite” OnLine Outubro - 2011

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